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António Fortuna

A Chave do Degredo

A Chave do Degredo

2007

A CHAVE DO DEGREDO

A pouco e pouco vou perdendo o medo

de viver resguardado em solidão.

Que ninguém ouse abrir esta prisão(!),

que ninguém ouse entrar no meu enredo(.)

  

Em cada verso direi um segredo,

em cada outro darei implosão (...)

Não ouçam, por favor, a confusão(!),

não queiram ter a chave do degredo(.)

  

Se eu tenho uma? Não, já a perdi!

Por isso são meus olhos a janela

do mundo que sozinho construí.

  

A lágrima humilde que sorri,

quando vens espreitar através dela,

também reflecte a cerca que há em ti.




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