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António Fortuna

Da rua dos poetas

Da rua dos poetas

2005

Morte 

a vinte e cinco graus

O fio da navalha

Que me rasga

Lenta e friamente

Esvazia-me o peito

Onde goteja o

Sangue do amor

E da raiva

Que me assombra.

Um fio de morte

Percorre-me as veias

Onde corre sangue

Turvo

                Revolto

                               Espesso

                                               Vil

                e…

Vivo




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